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A fusão das lojas de comércio eletrônico Americanas.com e Submarino

A fusão das lojas de comércio eletrônico Americanas.com e Submarino, anunciada ontem, deverá criar uma empresa com faturamento de US$ 1 bilhão em 2006 e com perspectiva de crescer pelo menos 35% ao an
  • 24/11/2006

A fusão das lojas de comércio eletrônico Americanas.com e Submarino, anunciada ontem, deverá criar uma empresa com faturamento de US$ 1 bilhão em 2006 e com perspectiva de crescer pelo menos 35% ao ano no Brasil e estender suas atividades para outros países. Antes de unir suas operações, porém, a megaloja virtual terá de passar pela avaliação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A nova empresa será chamada B2W Companhia Global do Varejo - uma abreviação em inglês para negócios internacionais pela internet. Debaixo dessa sigla, ficarão as marcas Americanas.com, o Submarino e o Shoptime (que pertence às Americanas.com). Segundo a consultoria especializada em comércio eletrônico e-bit, essas empresas controlam cerca de 48% do mercado de varejo eletrônico - alguns analistas estimam esse número em até 60%. O comércio online movimentou R$ 2,5 bilhões em 2005, e está crescendo 70% este ano.

A proposta prevê troca de ações no mercado. Com a operação, a nova empresa seria negociada no Novo Mercado da Bovespa e 53,25% de suas ações ficariam com as Lojas Americanas e os 46,75% restantes nas mãos dos atuais acionistas do Submarino. Na prática, a nova empresa seria controlada pelas Lojas Americanas que, por sua vez, está sob controle dos três ex-sócios do banco Garantia. Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira são donos de pelo menos 52% do capital com direito a voto das Americanas.

O negócio ainda prevê um investimento de R$ 175 milhões a ser feito pelas Americanas e o pagamento de R$ 500 milhões em dividendos aos acionistas do Submarino. Ontem, as ações do Submarino subiram 15,8%, enquanto as ações preferenciais das Lojas Americanas caíram 8,25%. O resultado mostra que os investidores avaliaram que as Americanas estão pagando mais que o esperado pelo Submarino.

A fusão está baseada em um plano para o mercado interno e um projeto para o exterior. Segundo Roberto Dias, diretor de Relações com Investidores das Americanas, a fusão trará sinergias de R$ 800 milhões por ano, em corte de custos e pela união das operações.

Um estudo da consultoria Forrester, usado pelas Americanas, projeta um crescimento de 35% a 40% ao ano para o comércio eletrônico no Brasil. As próprias Americanas.com estão crescendo muito mais rápido, a um ritmo de 90% ao ano. O Submarino deve apresentar crescimento de 48% em 2006.

Hoje, as duas empresas oferecem cerca de 200 mil itens cada uma, incluindo de produtos eletrônicos a computadores e CDs. Uma das prioridades no Brasil será investir na venda de viagens. "O turismo é um setor que cresce muito e vamos investir nele", diz Flávio Jansen, presidente do Submarino.

A outra estratégia é a ampliação internacional. Roberto Dias diz que a nova empresa poderá atuar em países como Argentina, México e Chile e, num segundo momento, na Colômbia e no Peru. Esses países não têm lojas virtuais tão fortes como o Brasil. "As três empresas (Americanas.com, Submarino e Shoptime) têm poucas vendas para fora. Pode valer a pena operar em países diferentes com marcas diferentes", diz Jansen.

Mas a internacionalização é, por enquanto, apenas um plano. A missão imediata dos executivos das empresas é convencer os acionistas do Submarino que se trata de um bom negócio. Hoje, as ações do Submarino estão dispersas entre investidores na Bolsa, nenhum deles com mais de 5% do total.

Fonte: Portal de Notícias da Globo

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